O SBT acaba de oficializar a saída de Alberto Villas do comando de seu departamento de jornalismo. A notícia não é exatamente encarada como surpresa, uma vez que as mudanças implementadas pelo ex-diretor não surtiram efeito na audiência. Principal produto jornalístico da emissora, o “SBT Brasil” não emplacou na audiência. Mesmo com a proposta de se fazer um jornalismo mais “popular” e cheio de opinião, não conquistou o público. Da mesma maneira, a contratação de Rachel Sheherazade e Joseval Peixoto não alterou os índices já alcançado por Carlos Nascimento, que foi relegado a horários ingratos. Não é de hoje que o jornalismo do SBT vive tempos difíceis. Sempre que tenta emplacar um projeto mais sério, morre na praia. Em julho desse ano, a emissora já havia realizado demissões em seus quadros. É difícil entender o porquê o departamento não consegue se consolidar. Desde a saída de Boris Casoy, nos anos 90, tem se tentando de tudo. Nomes como Ana Paula Padrão, Hermano Henning e Carlos Nascimento também não obtiveram o sucesso esperado. Há profissionais que se queixem de problemas de estrutura e falta de investimento. Agora, o jornalismo do SBT aguarda mais um comandante. Mas de nada adiantará fazer uma nova contratação se todo o projeto não for reformulado. Não dá para fazer telejornais com estrutura meia-boca. É preciso, sim, fazer um grande investimento. E rever alguns conceitos. Afinal, jornalismo popular não se resume a legendas divertidas exibidas em reportagens ou editoriais que procuram, mas não despertam polêmica nenhuma.
Fonte: Fernando Oliveira (Na TV - Portal IG)
Nenhum comentário:
Postar um comentário