sábado, 28 de abril de 2012

Furar o jornalismo da "Globo" não é novidade pro SBT


Assistimos ontem, sexta-feira, no SBT Brasil, uma matéria exclusiva de Roberto Cabrini com o Padre Marcelo Rossi (vídeo acima), em que o sacerdote faz diversas revelações, dentre elas o uso de anabolizantes hoje proibidos e revelações também íntimas, inclusive no tocante às suas namoradas do passado. Pois bem, a Rede Globo não esperava pela agilidade do repórter, está anunciando uma matéria do mesmo gênero com o Padre para o quadro "O Que vi da Vida", do Fantástico, para este domingo. Estamos, portanto, diante de um furo de reportagem do SBT em cima da revista eletrônica global.

Porém, não se trata de novidade tal medida. Em junho de 1995, no auge do assunto sobre a doença Ebola, que tomava conta dos países africanos, o Globo Repórter preparava uma reportagem especialíssima, com ampla divulgação, sobre o vírus, com direito a matéria de Paulo Henrique Amorim lá no Zaire, país que sofria muito com tal contaminação. Mas o SBT mais uma vez surpreendeu. Um dia antes de ir ao ar na Globo, o SBT fez um especial (que se tornaria o piloto do que viria a ser o SBT Repórter, criado em agosto daquele ano) sobre o vírus com Mônica Teixeira, direto do Zaire, furando totalmente a reportagem exclusiva da Rede Globo. O resultado não podia ser melhor: 18 pontos de pico na audiência.

Nos dois casos, se demonstra toda a capacidade de se "brigar" por um furo jornalístico, sem qualquer tipo de apelação ou passar dos limites adequados em busca de número de audiência. Está de parabéns Roberto Cabrini, mais uma vez, por esse feito ao jornalismo do SBT.

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