Arnaldo Antunes - A Helena Bagnoli [presidente do canal] perguntou se eu tinha uma ideia e me convidou para fazer alguma coisa na TV. Falei: não me vejo como apresentador nem como entrevistador, o que topo fazer é uma "jam". Sou um anfitrião. O negócio é reunir a galera para mostrar a diversidade e, ao mesmo tempo, criar encontros inusitados. O nome "Grêmio Recreativo" é isso: grêmio porque reúne as pessoas e recreativo porque é pra gente se divertir.
Já tinha imaginado ter um programa de TV?
Não, nem acho que é um programa de TV convencional. Me livrei das obrigações do papel de apresentador. Fica só o prazer.
Chamará Titãs e Tribalistas?
Vou, claro. Não quero chamar todos os Titãs juntos. Os Tribalistas tenho vontade.
Vai chamar só os amigos?
É uma curadoria, vale o trabalho antes de qualquer coisa. Primeiro, a afinidade estética. Depois, a afinidade afetiva, que também conta.
Como foi a escolha das casas noturnas para as gravações?
Não quis ter lugar fixo, podemos gravar até no Rio.
O que prefere ver em TV?
Telejornal, filme, programa de música. Pô, adoro programa de auditório.
Vê Silvio Santos (SBT)?
Se tiver zapeando e parar, fico vendo, acho bacana.
O que odeia ver na TV?
Não penso, não sei...
É raro. Agora estou totalmente por fora. No fim das férias, vi o final da... como foi? Aquela que tinha o Tony Ramos ["Passione"].
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