Então, o faturamento do SBT caiu, houve a "guerra de contratações" contra a Record, o custo do SBT subiu bastante. Na hora da renovação, o SBT pressionou Ratinho a aceitar um novo tipo de contrato, o de" sócio". Apresentador e emissora dividiriam os custos de produção e também as receitas publicitárias gerais do "Programa do Ratinho". Meio a meio. A emissora achava que, assim, o programa custaria menos e se tornaria mais rentável... Mesmo assediado por Band e outras emissoras, Ratinho confiou em si e preferiu ficar no SBT sob novo contrato.
Bastou o sucesso de Ratinho chamar atenção na contabilidade para que alguééééém na direção do SBT mandasse um emissário procurar Ratinho para lhe fazer singela proposta. Foi mais ou menos assim o diálogo (adaptação livre do colunista):
Emissário (entra na sala) - Bom dia, Ratinho, como vai? E a família, a dona Solange... todo mundo belezinha? Então, sabe como é, você vê, a empresa está em dificuldades, o Grupo SS, essa história do banco e coisa e tal... veja bem, o que você acha de a gente mudar um pouquiiiiinho, mas só um pouquiiiiinho nosso contrato? Digamos, em vez de metade para cada um, por que não uma mudancinha, assim, um tiquinho de leve, coisinha de nada, digamos que 60% para o SBT e 40% para você?
Que tal? Han? Fica ótimo pra nós dois, han? Han? Han?
Ratinho - Nem a pau.
Aliás...
O contrato de Ratinho como "sócio" do SBT lhe dá direito de ir a qualquer emissora e a qualquer programa que ele quiser para dar entrevista ou mesmo participar de quadros. E sem necessidade de pedir permissão a quem quer que seja.
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