quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Téo José relembra sua última narração pelo SBT


Em 2000 já estava na PSN. Aquela emissora do grupo Hicks/Muse, que estava no cabo e transmitia esporte 24 horas por dia. Sua sede era na Flórida (EUA). Apesar de não ter mais contrato com SBT, recebi a proposta de continuar fazendo todas as etapas da Fórmula CART/Champ Car/Mundial dentro da divisão da Indy, que iriam ao ar em compacto de uma hora no domingo - no fim de noite. A grana era boa e tinha uma relação de bastante carinho com a categoria e emissora.

Naquela época não tinha mais comentarista, nem repórter. Mas o mais difícil era fazer do Brasil. Morava em Miami, mas tinha de sair no sábado à noite de lá, depois de narrar o Campeonato Italiano, chegava no domingo, narrava a corrida à tarde e no mesmo dia voltava para Miami. Nas segundas à tarde sempre gravava um programa.

Em 2001 a categoria já sairia do canal e eu tinha renovado meu acordo com a PSN, agora com exclusividade. Por isso, a última prova marcada para o dia 29 de outubro seria também minha última. Neste caso conversei no SBT para me deixarem fazer do local. Conhecia todo mundo de geração e produção, consegui tudo sem custos para emissora e banquei minha viagem. No fundo foi uma vitória pessoal.

Gil de Ferran tinha as maiores chances de título. A corrida iria ao ar no domingo, 11 da noite. Choveu no dia, prova adiada para segunda dia 30. O SBT colocou no fim da noite e eu continuei lá.

Neste vídeo postado pelo meu amigo Jackson Lincoln está o fim de prova e narração do título. No fim rola até um desabafo, coisa que não faria hoje. Aliás, apesar de curtir muito estes trabalhos antigos, observo também que algumas coisas faria de forma diferente.

Fonte: Blog do Téo José (Yahoo)

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